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segunda-feira, 15 de março de 2010

Coward


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Sabe de uma coisa? Eu sou um covarde mesmo, aceitando tudo assim como está, percebendo a origem do meu erro, tendo a chance de concertá-lo e ainda assim alimentando-o, tornando-o maior que eu mesmo, fazendo com que ele seja parte de mim. E tudo isso pra quê? Pra satisfazer idéias e sentimentos insanos que levam horas pra serem consolidados e poucos segundos pra serem destruídos? Sou realmente um covarde, e não ta sendo facil falar isso. O pior de tudo é que Oni tem sido tão bom pra mim, sempre! Nunca me deixou na mão, então EU, esse covardão, faço isso com ele, dando facadas pelas costas achando que ele não ta vendo quando ao contrário ele vira o rosto pra não me ver, um ponta de humanidade que pensa maior "Talvez se eu não olhar seja mais fácil perdoar!" Não sei o que me deu na cabeça, pode ser que eu esteja falando tudo isso agora e amanhã nem lembre mais. Uma covardia sem precedente que me torna hipócrita pra mim mesmo e pra ele que gosta tanto de mim, que acredita em mim, que nunca me abandonou. Malditos desejos! Será? Talvez seja um teste, isso mesmo, só um teste! Oni está me testando, e pra falar a verdade acho que to indo malzão na redação. Quem sabe isso tudo seja só o rascunho, talvez haja umas três linhas de sobra, o bastante pra mudar o final para novo começo, uma segunda fase dessa história. Agora eu entendo, eu sempre tive linhas sobrando e sempre vou ter, como fui burro de não perceber isso antes. Covarde, estúpido, traidor...algo a mais pra acrescentar nesse currículum da vergonha? Sêneca falou que "Quem se arrepende de ter errado é quase inocente." O evangelhista Lucas escreveu que "Haverá mais alegria no céu por um único pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não mudem." Marquês de Maricá também falou assim: O prazer do crime passa, o arrependimento sobrevem e o remorso perpetua-se. O arrependimento é ineficaz quando as reincidências são consecutivas! Alexander Pope disse que "errar é humano, mas perdoar é Divino". Meu coração grita, minha alma chora, minhe mente lamenta tudo isso. Tenho uma nova meta, tentar não decepcionar Oni daqui pre frente. Nossa ja falei isso tantas vezes que ele ja nem acredita mais, mas também se não acreditasse não seria Oni. Shakespeare também falou que ''o covarde morre várias vezes antes de sua morte, mas o homem distinto corajoso morre apenas uma vez". Li duas frases que me convenceram e motivaram:
"Covarde, realmente covarde é apenas quem teme as próprias lembranças."
(Elias Canetti)

"Saber o que é certo e não o fazer é a pior covardia." 
(Confúcio) 
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Acabou a luz!


Labdien pessoal!! - agora vc já sabe dizer oi em letão!! d>
Tô aqui pra falar depois de muito tempo sobre FALTA DE LUZ, uma realidade dura pela qual todo mundo já passou.
Imaginem a cena: É noite, seu irmão tá jogando video game, seus pais assitindo a novela ou lendo alguma coisa perto do abajur e você no computador, enquanto carrega seja lá o que for você vai na geladeira e pega alguma coisa para ocupar a boca, volta e senta na cadeira em frente ao PC, falta 2 % para acbar o download mais esperado da sua vida, assim como falta a última parte da novela, a última ou mais importante fase do jogo e o capítulo mais foda do livro de repente tudo escurece, vc se assuta e seu irmão menor começa a gritar:
-MÃE? MÃE...MAAAAIIINHÊÊÊÊ!! ME AJUDAA...
Você encara os fatos e percebe que faltou luz, começa a esculhambar a companhia de luz e todos os seus funcionários, sua mãe corre para acender a vela perto dos santinhos e seu pai vai pegar a lanterna, ambos saem batendo e esbarrando em tudo, vc é obrigado a calar a boca do seu irmão que está assutado antes que ele derrube o ventilador. As velas são acesas e as lanternas ligadas, mas a casa é um tédio sem energia e chega a hora mais aguardada: ir pra rua. Todos os vizinhos saem, é o momento de por a conversa em dia, uns admiram a lua e começam a filosofar sobre como a natureza é perfeita e como o ar é agradável, bem como imaginam como era a vida antes da eletricidade e refletem sobre como dependentes somos dos eletrodomésticos, quem tem carro liga os faróis para iluminar a rua, outros trazem cadeiras e formou-se a rodinha de conversas, outras preferem rezar pra que a "luz" volte logo. Os namorados aproveitam para por as "coisas" em dia enquanto ninguém olha, vão para o quarto e tiram o atrasado. Basta a luz do poste ligar e alguém grita:
- VOLTOOOOOU!!!
E todos respondem:
- AEÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!
Todos se despedem, recolhem os carros, as cadeiras, se beijam e abraçam, dizem até logo ou até o próximo apagão. Em casa as velas são apagadas e ligam-se logos os ventiladores apar espalhar a fumaça, você logo liga o PC e assim todos retornam as suas funçoes anteriores, tudo o que foi dito sobre como apreciar as coisas simples da vida é esquecido, o ar volta a ser invisível e a lua inútil...
Imagine agora a segunda situação: São 14:00 de uma sexta-feira, você acabou de almoçar com sua família, uns chegaram do trabalho cansados, o sol estava de rachar, outros vieram da escola a cabeça confusa com tanto assunto, enfim está um clima transitório entre uma manhã agitada e um começo de tarde tranquilo. Vc toma um banho e vai ver TV ou ouvir música para relaxar, seu pai vai dormir um pouco e sua mãe vai ver a novela, de repente o tempo para: faltou energia. Era justamente a hora mais legal da novela ou a música que vc tava esperando ouvir, seu pai levanta puto de raiva e começa a se assoprar morrendo de calor, todos se maudizem que não adianta nada já que não faz o ventilador voltar a funcionar e então tiram-0se da gavetas leques e panfletos de supermercado para se abanarem outros usam mais de três métodos - abanar assoprar e balançar a camisa - outros nem de camisa estão mais. Lá fora é pior, o sol ainda queima e não corre um vento se quer. É nessa hora que a criatividade é posta em prática bem como o diálogo em família que há muito tempo não era realizado, fala-se sobre nostalgia e como precisam ser mais unidos, outros sobre como o mundo esquentou de uns tempos pra cá, outros ainda que deveriam ter inventado um ventilador a energia solar. O celular ainda é uma opção para se jogar, um livro ajuda a combater o tédio mas no calor logo se tona cansativo, a fila para usar o banheiro cresce de uma horapara outra, todos querem se refrescar o mais rápido possivel, até que a TV liga do nada e aquele ruído da estática domina os ouvidos de todos: a "luz" voltou. Novamente tudo é esquecido e retornam as suas ativiades anteriores.


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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sobre o amor de Deus: citando C. S. Lewis


Muitos afirmam que o termo religião, vem de religare, religar. De fato, a religião é geralmente a tentativa do homem de um retorno, um reencontro com o divino. É uma busca do homem pela divindade. O Cristianismo inverte essa lógica e apresenta um Deus em busca do homem. E as Escrituras apresentam uma linguagem muitas vezes dramática dessa busca de Deus. Deus é apresentado como em uma paixão incontida, como em um desejo profundo e por vezes desesperado. É claro que essa paixão é difícil de se pensar em um Ser que é Eterno e Imutável. Mas essa linguagem antropomórfica se justifica para que entendamos como o Deus pessoal da Revelação nos ama de forma incondicional.
C.S. Lewis aponta magistralmente para esse amor em seu livro O problema do sofrimento, no capítulo sobre a bondade de Deus. Ele cita certas passagens bíblicas que demonstram essa paixão do Criador. Diz ele: "O Impassível fala como se sentisse paixão, e aquilo que contém em si mesmo a causa de sua própria e de outras bênçãos, fala como se pudesse sentir-se carente e ansioso. 'Não é Efraim meu precioso filho? filho das minhas delícias? pois tantas vezes quantas falo contra ele, tantas vezes ternamente me lembro dele; comove-se por ele o meu coração' (Jr 31.20). 'Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Meu coração está comovido dentro em mim' (Os 11.8). 'Oh, Jerusalém, quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!' (MT 23.37)". Mas Jack reconhece que "Deus não tem necessidades". Mesmo assim, "Deus é Bondade".
Então Lewis, com sua habitual excelência em trabalhar com as palavras, passa a nos mostrar como o amor de Deus é incondicional. Diz ele: "Ele (Deus) pode conceder o bem, mas não pode necessitá-lo ou obtê-lo. Nesse sentido todo o Seu amor é infinitamente desprendido pela sua própria definição; ele tem tudo a dar e nada a receber. Assim sendo, se Deus fala algumas vezes como se o Impassível pudesse sofrer paixão e a Plenitude Eterna pudesse ter qualquer carência, e carência daqueles seres a quem concede tudo desde a sua simples existência, isto só pode significar, caso signifique algo inteligível para nós, que o Deus do milagre tornou-se capaz de sentir tal anseio e criar em Si mesmo aquilo que nós podemos satisfazer. Se Ele nos quer, esse desejo é de sua própria escolha. Se o coração imutável pode ser entristecido pelas marionetes que Ele mesmo fez, foi a Onipotência Divina, e nada mais, que assim se sujeitou, voluntariamente, e com uma humildade que excede todo entendimento".
Confirmando a inversão cristã Lewis ainda afirma que "o mundo não existe principalmente para que possamos amar a Deus, mas para que Ele possa amar-nos". "Nossa mais elevada atividade deve ser a resposta, e não a iniciativa. Experimentar o amor de Deus de forma verdadeira e não ilusória, portanto, é experimentá-lo como nossa rendição à Sua exigência, nossa conformidade ao Seu desejo". "Antes e por trás de todas as relações entre Deus e o homem, como agora aprendemos no Cristianismo, abre-se o abismo do ato divino do puro dar - a eleição do homem, do nada, para ser o amado de Deus"! A eleição do homem para ser o amado de Deus! Deus nos chama para sermos amados por Ele! "Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou" (I Jo 4.10a). Eu não tenho palavras para demonstrar aquilo que sinto ao pensar nesta maravilha.
E talvez maravilha seja a palavra certa. Novamente C.S. Lewis me socorre com suas Crônicas de Nárnia. No dia de Aslam, um extasiado calormano chamado Emeth narra aos narnianos seu encontro definitivo com a Presença. Recém redimido e ainda constrangido pela Verdade, ele se confessa a Aslam e ouve como resposta: "'Amado', falou o glorioso ser, 'não fora o teu anseio por mim, não terias aspirado tão intensamente, nem por tanto tempo. Pois todos encontram o que realmente procuram'". E assim Emeth termina sua narração: "Depois ele soprou sobre mim e fez cessar todo o tremor do meu corpo, firmando-me outra vez sobre os meus pés. Após isso, não disse mais muita coisa, a não ser que voltaríamos a nos encontrar e que eu deveria seguir sempre para frente e sempre para cima. Então voltou-se como uma tempestuosa rajada de ouro e subitamente desapareceu. E desde então, ó reis e damas, ando perambulando à procura dele, e minha felicidade é tão imensa que até me enfraquece como uma ferida. E a maravilha das maravilhas é ter ele me chamado de amado - a mim, que não passo de um cão...". "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8).
E a maravilha das maravilhas é ter ele me chamado de amado! Soli Deo Gloria!

RETIRADO ORIGINALMENTE DE:http://robertovargas-make.blogspot.com/2009/05/sobre-o-amor-de-deus-citando-cs-lewis.html
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